sábado, abril 23

Não tenho título...

Não consigo ter um título para este texto.. Talvez porque nem eu sei o que dizer, pensar ou falar.. Vou apenas libertar o que me vai na alma, na mente e no corpo. Poderia seguir esta ordem de ideias, mas não me apetece, aliás não me apetece muita coisa. Não sei se é bom se é mau, mas não me apetece.
É curioso, sei muitas vezes o que não quero, mas não tenho tantas certezas do que quero, será pela minha insegurança no futuro? Será porque nem o dia de amanhã é garantido...?? Talvez...
Só sei que não me apetece... Não me apetece as rotinas chatas, não me apetece as justificações desnecessárias, não me apetece agressividade nas palavras e nos actos.. Não me apetece. talvez por isso me afaste, talvez por isso não enfrente e não me imponha..
Não me apetece.. porque quando me apetecer vão conhecer um lado meu que nem todos conhecem... a minha frieza e a minha distância.. Sim, porque debaixo desta menina ternurenta também está uma menina que não deixa que a levem ao limite.
Limite... curiosa esta palavra, o meu limite acaba quando começa o do outro..
O meu limite começa quando eu digo chega a mim mesma..
Não me considero uma pessoa egoísta, mas tenho sido egoísta, tenho pensado em mim, no meu bem estar interior e exterior, talvez mais do que nunca tenho pensado em mim...
Por isso mesmo, o não me apetece é um conjunto de 4 palavrinhas que fazem parte diária do meu pensamento e vocabulário..
Sinto que estou a renovar-me, estou a renovar os meus sonhos, mas pela primeira vez a ter sonhos meus que só dependem de mim...
Não falo de conquistas que dependem de nós, tais como as nossas graduações académicas, porque isso são conquistas nossas, mas são os sonhos e o orgulho dos nossos pais e irmãos...
Falo de sonhos e à tanto tempo que não falo em sonhos...
Esta dissertação está estranha... Tão estranha como eu.. Mas os pensamentos saltam-me para os dedos  num ápice como se tivessem vontade própria, como se as palavras tivessem vontade própria e tem que se escapulir por algum lado... Os meus dedos bailam neste teclado, o som que se houve não é de um piano que nos consegue levitar por momentos, não é... nem nada que se pareça!!   
Curioso o poder da escrita, curioso o que escrevemos e que muitas vezes não conseguimos dizer, curioso como o email, o sms é uma forma de comunicação onde nos escondemos, onde evitamos os olhos da outra pessoa, quando dizemos um amo-te ou um adeus para sempre..
Aqui sinto-me bem, este é o meu escape, o meu anti-depressivo saudável... :-)
Gosto de viver, gosto de amar, gosto de ser amada, gosto de provocar uma boa gargalhada, gosto de chorar a rir até ficar sem ar, gosto de carinhos, gosto de dar carinhos, gosto de surpresas, gosto de fazer surpresas, gosto de viver a 100% com quem eu amo, gosto de sinceridade, gosto de confiar, gosto de respeito mútuo... Gosto de ser como sou, gosto da minha essência.. Mas sei que vou mudar com os anos, mudar para melhor, porque nós mudamos mas não mudamos os outros, e a vida ensina isso..
Este texto não tem mesmo título... Afinal este texto nem nexo tem!!! Mas é isto mesmo, escrever e divagar sem nexo porque nem tudo na vida faz sentido...      

domingo, abril 10

Surpresa!!


É bom ter surpresas... É bom sermos surpreendidas com coisas boas...
Se pensarmos bem não precisamos de muito para conseguir surpreender alguém e fazer essa pessoa mais feliz, nem que seja por um instante ou por umas horas...
Gosto de surpresas, afinal sou uma eterna romântica e não nego isso... Mas as boas surpresas claro...
Porque as más, essas são desilusões...
Infelizmente temos mais desilusões do que surpresas, por isso devemos manter bem perto as pessoas que gostam de nós e que nos querem bem para termos direito a boas surpresas... :-))
Confesso que gostava de retribuir mais, mas este meu ano de vida ensinou-me tanto e deu-me tantas desilusões que já nem sei o que é receber uma surpresa, já nem sei como reagir...
Pois é... estou quase a chegar ao fim de mais um ano, vou aumentar um digito ao lado do número 3...
Deve ter sido o ano mais difícil da minha vida, o ano das decisões, o ano da mudança, que sei que vai continuar no próximo digito, mas espero que acabe nesse mesmo digito, porque em frente é que está o caminho e não podemos parar. Temos de viver para aprender e eu aprendi muito..
Chorei mais do que ri..
Por isso o próximo ano que vem que seja o inverso, que seja a viragem, que seja a escolha do caminho certo. Apesar de nunca sabermos se estamos ou vamos no caminho certo, mas mesmo assim uma coisa eu sei...
Sei o que não quero... E isto já é um bom ponto de partida...
Disseram-me uma coisa que me ficou na memória... A decisão que tomei não foi uma desistência de algo, foi um acto de coragem.. De facto quando parei para pensar sobre esta frase, aceito e acredito que afinal sou corajosa e não uma desistente... Afinal ainda existe em mim a esperança que tomei a decisão mais corajosa da minha vida, contra tudo e contra todos, mas tomei-a por mim... Egoísta? talvez... Mas não fui egoísta durante muitos anos e deixei-me ir..
Ainda me quero deixar ir por alguém, sem duvida... Sabendo que posso vir a sofrer outra vez, mas o que é a vida se não forem estes momentos? O que é a vida se não nos entregarmos às pessoas a 100%?
Não sei... Será que quem não se expõe tanto não se magoa tanto? Se calhar sim... Se calhar vou mudar a minha maneira de pensar e de estar. Afinal vamos aprendendo e a aprendizagem leva-nos ao primeiro instinto do homem a sobrevivência..
Afinal apenas sobrevivemos... é isso!! E eu sou uma sobrevivente...